domingo, 19 de agosto de 2012

ARTIGO: Talentos


(*) Por Jorge Guzo

Pesquisas em empresas de ponta mostram que os seus talentos são extremamente exigentes, esperam ocupações estimulantes, querem crescimento meteórico nas suas carreiras, querem que as empresas satisfaçam todas suas expectativas extremamente desmedidas.

Quem são os talentos dessas empresas?

Regularmente são jovens profissionais em formação, são promessas que trarão grandes resultados para as organizações no futuro, não deixam de serem apostas de ganhos, outra vez no futuro.

Os talentos acham que trabalham mais e melhor do que os outros, não temem grandes desafios, são essas coisas que os levam a querer planos de carreiras atraentes; esperam reconhecimento pelo trabalho realizado – exigem oportunidades de crescimento e esperam que a organização os trate bem.

Os talentos querem ótimos salários obviamente, mas não tem os olhos somente para aspectos financeiros, também priorizam questões de qualidade de vida, querem outros elementos que consideram importantes: ter tranquilidade, saúde, ser feliz de verdade no emprego e na vida pessoal, e não ter somente altos salários.

No seu ponto de vista, os talentos estão exagerando nas suas expectativas e exigências? Será muito para quem ainda são promessas?

No contexto atual de mercado, é preciso considerar que as empresas estão à caça deles, possuem muitas alternativas, e consequentemente os levam a acharem que as suas aspirações não são atendidas na empresa atual – que os levam à desmotivação no trabalho – que os levam a não dar 100% no trabalho – que os levam a ter pouca confiança nos colegas, menos ainda na liderança – que os levam a pensar em trabalhar em outra empresa no curto prazo.

Estudos e pesquisas nos indicam algumas recomendações para lidar com os talentos: não os protejam, dê papéis exigentes para o desenvolvimento de novas habilidades – acompanhe-os de perto, não delegue o cultivo de talentos somente às chefias, isso pode limita-los – não supor que estejam sempre motivados, sem trabalhos estimulantes, sem reconhecimentos e sem chances de prosperarem.

Importante, não confundir alto desempenho no presente com potencial, os talentos terão papéis mais difíceis no futuro, os talentos naturalmente ainda não possuem atributos essenciais para o sucesso em papéis que eles almejam no futuro.

Mais importante, empresas sempre precisam de jovens talentos e precisam mais ainda dos profissionais maduros e experientes, pois serão esses que terão que ter muita paciência para ajudar no desenvolvimento dos talentos, e ainda mantê-los satisfeitos e motivados.

(*) Jorge Guzo é professor universitário, foi secretário de Administração e Modernização de Santo André (SP) e é consultor de empresas.  http://www.guzoconsultoria.com.br/

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